Reflexão: Qual o Valor do Trabalho?!


Onde está o valor humano? Onde está a consideração ao trabalho de qualidade? Será mesmo que a qualificação no trabalho é importante para manter-se no emprego? São essas e outras questões que analisamos ao presenciar determinadas ações injustas no ambiente corporativo. O corporativismo que assola as repartições públicas e privadas deixam chocados os quem ele presencia. Vejamos um funcionário que passa por uma capacitação para entrar em um determinado emprego, onde passa por vários treinamentos afim de iniciar um trabalho totalmente novo, mas com o entusiasmo se renova e aprende o básico ou até mesmo além do que poderia absorver. 

Começa então uma jornada que aparentemente estava controlada, mais a prática lhe mostra situações inesperadas, mas com o seu potencial, busca melhorias para se aperfeiçoar no sistema e a cada dia absorve conhecimentos, e nada além do trabalho para lhe ensinar o que realmente precisa ser feito, tem-se então uma equipe que mostra qualidade, trabalho organizado e crescimento de conhecimento sobre suas funções e adaptações ao que de novo apareça pelo caminho, mostra-se então o equilíbrio e padronização do trabalho realizado, trazendo para a empresa uma “Certificação Registrada e Autenticada do Serviço” a famosa ISO, que comprova que aquela instituição segue os padrões exigidos, onde esse termômetro mostra o tão quão é competente e produtiva a equipe. 

Mas o que se entende como equipe? Em definição equipe é um grupo de pessoas que se junta para alcançar um objetivo em comum, porém esse objeto só é alcançado se houver a sincronização entre os membros, a confiança no outro e o compromisso com o trabalho, porém esquece-se o reconhecimento, o “dar valor” ao que se conquistou, o reconhecimento do funcionário, mas o sistema é distorcido, só se busca os seus objetivos e “se fo..@!#$%” a equipe. 

Voltando ao profissional de nossa história, completa-se cinco anos de trabalho, de aprendizagem, de vivência e experiências de trabalho, sem esquecer que esse funcionário colaborou para aquela tão sonhada certificação da instituição, aí comemoram-se cinco anos de trabalho, compromisso, dedicação, aprendizagem, metas alcançadas, enfim tudo que há de bom para melhoria profissional, mas o que ganha o profissional? DEMISSÃO!, qual o motivo? Sem Justa Causa!!!...o que? Como assim? Pois é, cadê o grande profissional? Cadê a valorização do trabalho? Aí vem a grande justificativa....Contenção de Gastos! Por favor, não me venha querer dizer que demiti-se um profissional de 5 anos de experiências pelo simples quesito “contenção de gastos”, então quer dizer que o dinheiro empregado para palestras e capacitações para o referido profissional foi jogado fora? Isso é conter gastos? Acho que não! 

Mas enfim, se para a empresa é melhor empregar recursos em novos profissionais, que terão ainda que ter o tempo necessário para adquirir experiência, ao invés de manter profissionais de qualidade, capacitados e treinados, quem somos nós, meros empregados, para discordar.

A conclusão que chegamos é bem simples, não se mede o profissional pela sua capacidade, experiência e compromisso, mas sim até onde ele é conveniente no trabalho. 


Atenciosamente,


Cleber Fernandes
(Pitaco – Quer saber?)
cleberjunior@gmail.com

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